domingo, 24 de novembro de 2019

abrigos da alma




todos os dias,
você em meus sonhos, 
que me embalam,
me adormecem, 
ou na insônia que me acomete, 
nas madrugadas escuras, 
saudade pura, 
de você. 

e entre esperanças, 
segredos e medos, 
te trago no peito, 
noite após noite, 

te desejo, 
te sonho, 
te quero... 

e é tão difícil esconder, 
o tão imenso que exalo, 
o brilho intenso dos olhos, 
o doce que fica na boca, 
te quero, 
te adoro, 
te espero. 

te guardei em algum lugar, 
que nem eu mesmo conheço, 
e acho que já nem sabia, 
que você ainda existia, 
neste abrigo escondido da alma... 

alma, lugar para poucos, 
loucos, 
nós... 

eu te daria o mundo, 
se meu ele fosse, 
doce, 
lentamente, 
em suaves gotas, 
pra sempre... 

será que você entende? 
eu só conheço este lado, 
os outros, se existem, 
são breu... 
mas nesmo que esteja escuro, 
E mesmo sendo este tamanho, 
tão maior que eu, 
tudo que eu sinto, 
pode até parecer pequeno, 
mas é infinito, 
e seu...

[rascunho do que ainda não foi - ou não existiu além da intenção de ser...] 


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