quarta-feira, 4 de setembro de 2019


chove lá fora
mas não tem perigo
pois o teu abrigo
[sobrevive]
a quaisquer tempestades

o infortúnio alheio
é só uma parede
[concreta]
na fotografia
[gasosa]
do teu "mérito"

azar o de quem
não se esforçou
[o suficiente]

mérito sem igualdade social
é coisa de filho da puta!

[rascunhos & rabiscos - 2019]

passado não tem eco
é apenas um grito silenciado
nas paredes de terra do peito

e nas paredes de terra do peito, 
[eco não tem jeito]
e no passado molhado de terra,
[eco não reverbera]


[rascunhos & rabiscos]

terça-feira, 3 de setembro de 2019



raro
único
impar



um segundo

[rabisquinhos - 2016]



busco outros olhos

que bebam da flor 
o perfume e a cor

gotas de orvalho 
são lágrimas que escorrem
sobre pétalas sorridentes

[rabiscos - 2016 - ago - 31]




Continuando as comemorações do dia 32 de AGOSTO (ahhh caralho, quanto desgosto, que inferno sem fim  ) eu gostaria de deixar aqui uma canção para os desgostosos (claro que não me cabe esta carapuça, pois a foto é tipo um "SELFIE-DE-VELA"), e um conselho carinhoso:
Ice as velas, ame, de vexame, um, dois três, mil, viva o que há pra se viver e mande tudo e todo mundo pra PUTA QUE OS PARIU! De novo, VIVA!

Uma dica? (sim, dica, porque conselho é coisa de babaca): Mergulhe! Sem medo, com intensidade, profundidade, mergulhe de verdade, com tesão, coragem, coração, alma e plenitude! Afinal de contas, o que mais importa, se a próxima porta você desconhece? O AGORA também é uma porta, só que está ao alcance da tua mão! Então, AGORA, ABRA! Não faço a menor ideia do que tem atrás dela (e nem quero, adoro surpresas), mas com certeza, é deleite! é VIDA! APROVEITE! Cumpra seu destino!

[rascunhos & rabiscos - espontâneos - 2016 - set - 01]

(segue a letra, e a musica no primeiro comentário, e também no próximo post)

Beijos, seres dos bites e bytes! Escrevi e depois corrigi... Se houver erros, perdoem a intenção da emoção deste "quase moço" aqui, que só se move pelo que o comove.

Velas içadas (Ivan Lins)

"Seu coração é um barco de velas içadas
Longe dos mares, do tempo, das loucas marés
Seu coração é um barco de velas içadas
Sem nevoeiros, tormentas, sequer um revés

Seu coração é um barco jamais navegado
Nunca mostrou-se por dentro, abrindo os porões
Seu coração é um barco que vive ancorado
Nunca arriscou-se ao vento, às grandes paixões

Nunca soltou as amarras
Nunca ficou à deriva
Nunca sofreu um naufrágio
Nunca cruzou com piratas e aventureiros
Nunca cumpriu o destino das embarcações"
nos jardins secretos .
da minha babilônia particular,
há flores discretas,
que silenciosamente,
atemporalmente,
caminham lado a lado,
desafiando impermanências,
e riem do tal do tempo,
quebram-se relógios,
redefinem-se sentir e sentidos,
entre sussurros, gemidos,
em um silêncio encantador,
e cúmplice, deste calor...
polinizam-se,
de beleza desmedida,
de delicadeza e ternura,
de afeto e volúpia,
terra, vento, pensamento,
fogo, água, ar,
quão suave e infinito é,
este nosso arfar,
que rouba-me o ar,
arflor...
e enquanto eu te espero,
de novo, brotar,
meus dedos pétalam,
micro poemas secretos,
de flor eterna,
em mil tons de cor...
e quando tu chegas,
ardor a dois,
ardois...

[rascunhos, rabiscos & repentes - 2015 - set - 03]



Lunático que sou

azulo-me de céu
e gaivoto-me



eu e meu bando


[rascunhos & rabiscos - 2016 - set - 02]





ele é tao curto

seus aromas 
tão intensos
e rapidamente 
ela parte
e a nós 
resta apenas 
a lembrança
e o incenso



o tempo das flores


[rascunhos & rabiscos - 2016 - set - 04]