quinta-feira, 29 de outubro de 2020

 




Um videozinho da subida para grumas. 

Como o som original era de conversas ao telefone, nada a ver, resolvi colocar uma musica minha que ninguém conhece e que está gravada apenas em versão demo, com arranjo programado em um programa chamado BAND IN A BOX, sem instrumentos reais, ou seja, o que presta mesmo é a voz de minha prima. A música é bem legal, o arranjo não, mas pelo menos assim não tem encheção de saco com direito autoral. 

"Uma luz, um raio de sol" - de Cláudio e Vaccari. Deve ter sido feita lá pelos anos 80, não lembro. Éramos bem novinhos, foi um tempo muito bom, fazíamos as vezes duas musicas em um dia. 

domingo, 25 de outubro de 2020

Mãe e Pai


Se vocês tem
cuidem deles muito bem
porque não haverá no mundo
alguém que vai nos amar
mais do que eles
amor extensivo a nossos filhos
a nossos parceiros
e até mesmo a nossos amigos
podemos cair mil vezes
e ao levantar
eles vão estar lá
pra cuidar de nossas feridas
é com eles que podemos
sempre contar
até o último sopro
então meus amigos
valorizem quem nos ama de verdade
antes e primeiro
e acima de tudo e de todos
porque eles também precisam de amor
eles precisam do nosso amor
e se bobear é a única coisa
que eles esperam de nós
tô tentando fazer a minha parte
sei que preciso melhorar
todos os dias o espelho
me mostra novos defeitos
tropeço neles o tempo todo
mas tento não repetir erros
e tenho tido algum sucesso
nessa empreitada
o que faz com que cresçamos
é o amor que a gente dá
sem querer nada em troca
e quando se trata de Mãe e de Pai
isso acontece em mão dupla
tão natural que nem percebemos
Não há nada mais bonito nesta vida
o verdadeiro amor não precisa de palavras
porque ele é.
fim
(que fim? infino não tem fim)

[pausa pra chorar]

ando assim...


 

a culpa é da culpa


gastou a vida
procurando culpados
sem saber
que não existe culpa
viver assim
não vale um centavo
as soluções
sempre são muito mais simples
do que a gente pensa
viver sem julgar
aprender a ouvir
e se for preciso
por um momento calar
não custa nada
e a graça é justamente
ser de graça
quanto tempo faz
que você não me abraça?
[rabiscos insones, bem vindos sejam estes rascunhos das madrugadas] - pandemia

sábado, 24 de outubro de 2020

Um carinho do amigo e parceiro Aitron Baptista


 "Cláudio Louro é um fotógrafo profissional, que além da técnica apurada, sensibilidade e criatividade, faz incursões magistrais na direção e produção de imagens, inclusive em vídeos. Seu trabalho, nos softwares e nas suas lentes objetivas, tem uma qualidade inerente aos gênios dedicados à arte da fotografia.

Para perceber e captar situações e paisagens e mostrar ao mundo o que a olho nu, por inúmeras vezes, não podemos ver, é preciso o senso da alma. Observar e destacar detalhes que na maioria das vezes passam despercebidos, ou até invisíveis para um leigo e depois tornar esse leigo um participante de suas imagens, um pensador, é o que diferencia esse fotógrafo.
O que realmente inspira Claudio Louro são sorrisos, gestos de afeto, natureza, passarinhos, a luz de um Sol próprio, a Lua e suas magias, Céus que constantemente são habitat de algo paranormal, isso tudo ele capta com maestria. É fascinado pela vertiginosa natureza carioca e já fotografou como ninguém as terras mineiras.
Olhar uma fotografia de Cláudio Louro é a maior possibilidade de se deparar com o “eu” próprio. Transformar uma fotografia em uma obra de arte, uma expressão de enquadramento jamais vista, ou outro olhar sobre o mesmo tema, é o maior ato de sensibilidade deste artista. O direcionamento das luzes, as cores, tudo isso com uma única finalidade, o destino final do lúdico, do eternizar momentos através de seu trabalho: a sensibilidade à flor da pele, de um espectador do planeta.
Sublinha que não tem segredos, apenas uma forte sensibilidade para trabalhar a luz e as perspectivas de enquadramento, tornando visível o que passou, ou o que se passa, imortalizando-o numa fotografia, tornando seu trabalho uma forma de mostrar o mundo real em detalhes jamais vistos.
Na visão de Claudio Louro, o espectador de seu trabalho, está sempre do outro lado da sua lente, porque para esse público é o que sempre está buscando: - Observar detalhes que ninguém viu, e aquilo que é da vida, que motiva.
Vem fazendo um trabalho onde suas imagens são a fonte de inspiração para mim, um poeta paulistano tão desiludido com tanto concreto, ampliando-me o olhar e o universo da poesia, iniciando uma parceria entre a imagem e a poesia, entre a minha admiração e a minha gratidão. Cláudio Louro é digno de observação com os olhos de ver"

Airton Baptista – Poeta e Admirador.

Flores de Mãe

 


sorrir é preciso
o sorrir é uma arte
sorrir até mesmo
quando não tá tudo bem
porque existem problemas também
mas eles são um sinal que há vida
e viver é bom seja lá como for
a vida não tem sido nada fácil
mas ainda assim acho bom
e acho impossível não sorrir
quando encontro uma maravilha destas
em meu caminho
Obrigado Mãe

escrito em 24 de utubro de 2019

O planetinha



Planeta Terra, planeta lindo
Planeta Terra, planeta estranho
Continentes competem com Continentes
Países competem com Países
Cidades competem com Cidades
Bairros competem com Bairros
Ruas competem com Ruas
Pessoas competem com Pessoas
tudo isso, por NADA!
coexistir é algo cada vez mais difícil
o tempo passa pra frente
e a gente caminha pra trás
com tanta tecnologia disponível
que poderia ser usada pra nos unir
o que a gente vê acontecer é exatamente o contrário
o "meu" tem de ser melhor que o "teu"
e no fim das contas, nada é "meu" nem "teu"
porque no caixão vai apenas um corpo sem vida
o resto fica, pra ser disputado entre parentes
e continuar causando discórdia
as pessoas que fomentam toda esta discórdia
os mais gananciosos e ricos
também vão morrer um dia
e tudo que roubaram da humanidade
não vai ser capaz de revive-los
então pra que querer tanto?
porque é que a gente não pode viver e deixar viver?
porque a gente não divide?
a verdade é que ninguém divide. A gente dá o que nos "sobra"
somos todos um bando de hipócritas procurando ribaltas
que não existem. somos cupins de verão
atraídos por luz artificial, ou morremos queimados, ou afogados
se alguém faz um pouco mais pela humanidade, vira mártir
mas todos nós deveríamos ser mártires
ou melhor, todos nós deveríamos buscar empatia
a gente passa a vida falando nisso
mas na prática é "farinha pouca meu pirão primeiro"
é isso que somos, somos EGO-ístas!
e o tal do EGO é que vai fazer a humanidade
acabar com a humanidade
lá vem mais uma guerra. Mas qual o sentido das guerras?
não há! Tem lugar pra todo mundo... Mas o ter, o poder...
o mundo não é de ninguém, mas todo mundo quer se apossar
e ainda que não nos pertença... dividir? nem pensar!
Vamos pedir piedade ao universo, ainda que não a mereçamos
to sentindo muito medo dos próximos dias
sinceramente, eu adoraria viver pra sempre
porque tudo aqui é tão lindo...
eu sou apaixonado por pássaros e por todos os bichos
bicho não precisa nem de palavra pra viver...
bicho não julga, não condena, não maltrata,
bicho não guarda comida, bicho não tem casa própria,
bicho não compra, não vende, não rouba,
e ao invés de aprendermos com eles, fazemos o que?
destruímos a natureza e por isso muitos deles morrem.
no fundo, não passamos de uma espécie assassina
não só de si mesma, mas das outras espécies também.
tudo isso pra que? Nunca haverá neste planetinha alguém
que seja mais sábio que a Mãe Natureza.
mas a gente ainda acha que é. E cada vez piora mais!
Tecnologia poderia unir as pessoas, mas na verdade as afasta
cada vez mais, o mundo de cada um se resume apenas ao "EU"
que tristeza que dá viu?

Vem, P.E.M. to de saco cheio de modernidades.
Assim que eu puder, vou morar no mato, bem longe,
isto é... se ainda houver planeta pra se morar.

Fui levar a filhota pra casa, ela tava tristinha porque o joelho ta doendo de novo... eu fico triste também, detesto ver alguém com dor, não só minha filha, mas qualquer pessoa.

Na volta, dei uma paradinha no vão central (habitual) e fiquei olhando aquele céu lindo, os tesourões voando, o mar brilhando, as nuvens, o vento tava delicioso e o olhar travou nos navios de guerra ancorados na base naval de Mocanguê... eu fiquei pensando: Pra que?

Os pensamentos ainda estão desordenados, assim como o texto que escrevi (acima). Mas afinal de contas, existe alguma coerência na vida, no mundo? Penso que não. Até poderia, mas não há!

Definitivamente eu não consigo entender qual é a dos humanos...

Vivaldi na caixa, as 4 estações, e cheguei em casa no piloto automático. Música tem poder!

[diálogos internos - olhando pro espelho]

escrito em 24 de outubro de 2016

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

QUANTO TEMPO DURA UM SEGUNDO?

 



Naquele segundo,
Ele caminhava como se tudo fosse apenas silêncio.
Todos os sons à sua volta pareciam encaixotados,
tal qual uma câmara de eco,
com milhões de molas,
cansadas de tensionar e tensionar e tensionar...
Todos os sons lhe eram familiares, quase conhecidos.
Havia ruídos, havia tons, mas ele não ouvia nada...
Loop
Não sabia o que era começo, aonde era meio, muito menos fim,
Longe, cedo ou tarde, tudo se repetia, se repetia, se repetia...
loop
E ele apenas estava ali,
Por um segundo..
A cabeça lhe parecia tão grande,
que talvez o corpo não mais a pudesse sustentar,
e este momento, de a sua cabeça cair, parecia muito próximo...
Por um segundo...
Nada mais cabia dentro daquele cérebro comprimido,
Mas mesmo assim,
cada vez mais as coisas entravam,
por seus ouvidos, nariz, boca, olhos,
entravam sem pedir licença,
entravam,
entravam,
entravam...
Doía, latejava, entalava.
Passos pesados,
ele sentia o impacto de suas passadas,
a cada metro percorrido...
o pescoço estava dormente, os pés ardidos,
E ele movimentava os braços tal qual equilibrista de circo,
caminhando sobre um cabo de aço,
a 300 metros de altura com tamanha maestria,
que todas as dores que ele sentia se dividiam lado a lado,
dois pesos, uma medida,
ele se equilibrava...
Ele tentava falar com as pessoas,
recebia sorrisos distantes de troco,
de trocado, de esmola,
ele mendigava alguma atenção,
acreditava que dividir era algo possível,
que o egoísmo, a raiva, o orgulho, a avareza,
e todos os demais sentimentos desprezíveis,
que os seres humanos carregam como se fossem teclas de um piano de cauda,
talvez fossem inimigos derrotáveis,
aquele mundo do John e da Yoko poderia ser possível, claro que sim!
A solução pra tudo lhe parecia tão simples...
Mas,
Faltava alguma coisa.
Alguma coisa nele.
Faltava alguma coisa nas pessoas.
Faltava alguma coisa no estranho contexto,
que se chama mundo...
Ele carregava todas as dores do mundo.
Sensação esquisita...
Havia dor em cada passo.
Havia compasso, mas um compasso sem som...
As dores, não eram as suas, ou talvez as suas também,
mas havia muito mais.
Ele não compreendia...
A rua parecia não ter fim, não havia curvas,
cruzamentos, esquinas ou alternativas,
apenas paredes chapiscadas de cimento grosso,
à sua esquerda e à sua direita.
Ele se mantinha longe das paredes.
O funil que ele vislumbrava parecia distanciar-se,
no mesmo ritmo, na mesma velocidade,
e por algumas vezes ele tropeçou,
olhar fixado no nada...
Tudo girava anti-horário,
e as palavras se embaralhavam em sua cabeça,
que há muito deixara de raciocinar,
de forma ordenada e “politicamente correta”,
Percebeu então que lhe faltava o exercício de pensar.
Mas... Pensar em que?
Aquela noite não teria fim mesmo,
então pra que se preocupar?
Tentou balbuciar algo, uma frase,
uma palavra, alguma coisa que fizesse sentido,
mas... nada saiu!
E aquele segundo lhe pareceu tão eterno,
que ele julgou-o imortal.
Naquele instante,
ele sonhou,
Só naquele instante.
e naquele segundo, ele amou,
ouviu sons, viu no céu alguma cor,
mas, logo em seguida,
ele acordou e descobriu-se só.
E o mundo voltou a ser preto e branco.
Mas ele jamais entendeu,
aquele segundo.
Quanto tempo dura um segundo?
(CLAUDIO LOURO) - 2011

Horizontal

 


capital
crescimento vertical
desigual
agora imagina
todo mundo de mãos dadas
abraçando este planeta
que revolucionário
todo mundo igual
horizontal 

Imagina só

 


Imagina só
fazer amor
debaixo deste céu...
imagina e respira
bem alto
[e pira]
bem devagar
porque tudo que eu quero
agora
[é o arfar]
da tua falta de ar
como é bom sonhar...
[insights - porque hoje é dia de rascunhar]
outubro de 2016