domingo, 26 de janeiro de 2020

sobre pessoas dominadoras, controladoras, mentirosas, sobre psicopatas


para alguns
não existe nada mais assustador
que a liberdade
mas quem é livre pra voar
também é livre pra voltar
e o sonho da asa própria
não pode ser conquista forçada
até porque se foi forçada
não é conquista
é furada

e que bom que existem também
[as mentiras]
estes gigantes de línguas compridas
e pernas curtas
o mentiroso promete ilude engana
mas sempre acaba escorregando
em sua própria saliva
e tropeçando
na própria língua

dedico este versinho sonado (acordei inspirado rs) a todas as "farmácias humanas", que vivem a tentar manipular pessoas, geralmente com engodos e mentiras em suas "fórmulas mágicas" que escondem sua toxidade atrás de atitudes e palavras não sentidas e previamente pensadas. Amo vocês longe de mim, permanecam sempre assim 
Um brinde a todos que conseguem perceber isso a tempo de pular fora antes que adoeçam.
E lá vem o sol, que ilumina todas as minhas pequenas dúvidas e dissipa as nuvens pesadas do meu céu!
Vamos pra vida, com tudo, com força, porque se a vida for mar precisamos ser mergulho!
Que venha a próxima onda e que desta vez, não seja apenas marola 

Minha melhor modelo (A Lua)


Todo dia sem pudor
a Lua se desnuda

não esconde suas marcas
e me faz poses ousadas

assanhada Lua
que se permite ser fotografada
sem maquiagem sem nada

credo, que delícia
uma mulher assim
tão natural e sensual
despudorada e linda

quero a Lua pra mim!

[rascunhos & rabiscos]

me interessa apenas guardar as coisas boas de um dia nem tão bom assim...


de olhar o mar



e fez-se, na minha alma,
um silêncio tão profundo,
que eu quase podia ouvir,
o arfar de suas asas,
que a brisa trazia em vento,
o mar ressonava em ondas,
o céu espelhava em nuvens,
como se fossem versos,
de uma canção bonita,
em língua muito antiga,
uma língua de canto,
que parecia esperanto
e não contive meu pranto,
de emoção e agradecimento,
pro céu, pro mar e pro vento,
ah Mãe Natureza,
quanta exuberância e beleza,
no simples voo de um pássaro...
na fração deste segundo,
eu pude abraçar o mundo,
ouvindo esta melodia,
ecoar nos meus ouvidos,
bem baixinho, sem alarde,
um hino de liberdade...

[rascunhos & rabiscos]

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

cansaço


"Um cansaço de existir,
De ser.
Só de ser.
O ser triste brilhar ou sorrir..."
(Fernando Pessoa)


a próxima curva

partimos pensando em chegar
 mas sequer sabemos o que nos aguarda 
depois da próxima curva 
da estrada.

mais amor, por favor

Passarinhos não são machistas, nem feministas, nem carnívoros, nem veganos, nem de esquerda, nem de direita, nem ricos, nem pobres, nem pretos, nem brancos, passarinhos não tem religião nem diploma e nem pós graduação, não sabem falar várias línguas porque não precisam, pois todos eles falam uma só. Resumindo, passarinhos não são bobocas como uma certa espécie aí que vive procurando motivo pra brigar e dividir.
Passarinhos ignoram fronteiras, pois fronteiras não existem a não ser na cabeça dos humanos. Daria pra escrever muito mais sobre os passarinhos, mas aqui não existe sabado, domingo e muito menos feriado. E hoje é dia de lasanha.
Ah, já ia esquecendo. Passarinhos não tem medo do amor. (na minha cabeça, Cássia Eller canta "só se for a dois", de Cazuza e eu viajo com ela, com ele e com eles, o casal de tesourões).
Bom domingo a todos, mais amor, por favor!

[barganhas]


[barganhas]

troco palavras
de mentira
por afetos
verdadeiros

[rabiscos silenciosos]


Entarde-céu de um dia qualquer

desta tarde
o meu tratado
é de luz, cor e silêncios
.
[rabiscos interrompidos]

flor-que-faz-tapete-quando-cai-no-chão


flor-que-faz-tapete-quando-cai-no-chão
bem que ela merecia
um rascunho um rabisco
quem sabe até uma poesia
mas hoje o meu dia oco
não tá pra palavras toscas
[foscas]
pois quando não vem de dentro
[desbrilham]
e sem brilho
as palavras são vazias

era isso.

"uma boca sozinha não faz beijão"


é triste
prum sujeito como eu
que adora papo e companhia
olhar pra esta garrafa vazia
e lembrar que bebi sozinho.
logo eu
que acho a solidão
um pé no saco
troço mais sem graça
beber sem falar nada
e como dizia o Poeta
"uma boca sozinha não faz beijão"
mas como isso não é poesia
e não tô a fim de falar de outras coisas
que o vinho propicia
vou ficando por aqui
pra não ter arranca-rabo
sozinho porem acompanhado
por um violão, um ukelelê
e por uma garrafa cheinha
de Casilero Del Diablo

Por hoje, um Carmenére, que é mais suave 
[rascunhos de uva, devidamente taninados]

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Palavra é ponte

palavra é ponte
palavra une
então fala
não cala
se for preciso

[GRITA]
porque abismo
é palavra
que rolou calada
ponte abaixo
e morreu
sem ser dita

[rascunhos & rabiscos]

Impretérito é o passado


podia ter
me entregado menos 
ter sorrido menos 
ter chorado menos 
não conhecer o amor...

podia ter 
me arriscado menos 
me jogado menos 
invadido menos 
não ter sentido dor...

e saber teorizar sobre tudo 
aprender por “leitura e conselhos” 
podia ter vivido na superficialidade das cascas 
e carregar hoje comigo a pergunta “como seria sido?” 
ao invés de meter a cara na vida vivida...

podia ser 
um pouco menos romântico 
um pouco menos sonhador 
ter visto menos vezes 
o sol se por 
o sol no mar 
o sol nascer 
e me acalmar...

podia ter 
aceitado a idéia 
de crescer 
de amadurecer 
de virar “gente grande” 
e me deixar envelhecer...

podia ter 
mergulhado menos 
me jogado menos 
não ter ido até o fim 
e ter guardadas milhões de duvidas em mim...

podia ter falado menos 
me mostrado menos 
me exposto menos 
e me sentir enclausurado no meu próprio “esconderijo”...

podia ter bebido menos 
fumado menos 
ter amado menos 
ter deixado que o medo 
tomasse a frente dos meus impulsos mais sinceros...

podia ter aceitado mais 
questionado menos 
discutido menos 
conversado menos 
e apagar a impressão digital da minha alma pro mundo...

eu podia ter sido 
quem as pessoas queriam que eu fosse 
poderia ser menos doce 
menos louco 
menos “over” 
menos “incoerente” 
menos radical 
menos sacana 
menos brincalhão 
só pra que todo mundo me achasse um cara “normal”...

podia ser 
um pouco menos polemico 
um pouco menos boêmio 
falar um pouco mais baixo 
podia ter mentido mais 
sido menos transparente 

porque assim eu me pareceria com quase toda a gente

mas eu sou o que sou 
e não to nem um pouco a fim de mudar 
de me forçar me violentar 
só pra agradar aos trogloditas da crueldade moderna e morna 
nem quente nem fria insossa... 
característica dos “intelectualóides” babacas 
donos da teoria da auto-conspiração 
mestres do corte do auto-boicote e de metades 
das fugas das mentiras do medo

e continuo tendo medo de ter medo...

e sempre que me der vontade 
publico minha identidade 
naquela parede amarela 
bem na frente da sua janela 
com letras vermelhas garrafais 
sem medo de me expor 
nem menos nem mais 

eu.

e como não sou dono do amanha 
prefiro beber o hoje 
liquido 
acessível 
disponível 
possível 
néctar 
cuja validade expira hoje 
à meia noite em ponto 
e que não se recicla 
perde-se em seguida 
em segundos 
vira passado 
fotografia gasosa 
que vai morar em algum álbum 
que mora dentro de alguma gaveta 
que mora dentro de algum armário 
que mora dentro de alguma casa 
que fica em algum bairro 
que faz parte de alguma cidade 
que é pedaço de um país 
que eu felizmente não conheço 
só sei que se chama tropeço...

e sei também que amanhã não sei se vou estar aqui 
pra beber o próximo cálice 
e hoje quero beber apenas o de hoje 
nada menos nada mais...

então vou caçar lua pela rua. 
e depois provar a tua carne 
nua 
crua 
quente 
deliciosamente 
tez...


Sobre o amor, sobre intensidade, profundidade e delicadezas...


Namore alguém
que te ame
de verdade
e que te leve
pra Lua
seja literal
ou/e
fotográficamente.

[suspeição, cumplicidade, conivência, conveniência, rendição]



sobre o amor que me tomou de assalto?
sou suspeito para acusa-lo...

mostrei a este amor o melhor e o pior que havia em mim...
e ele, este amor, amou-me como sou,
amou-me assim...

e assim, nos tornamos cúmplices,
e também coniventes,...

e a ele,
por pura e deliciosa conveniência,

de mãos espalmadas, 
alma desnudada,
coração aberto,

é certo que...
rendo-me!

[rascunhos & rabiscos] 

sábado, 11 de janeiro de 2020


quando você olha pro céu e nele vê estampado o teu próprio sorriso, como se fosse um claro sinal de que todas as tuas dores enfim se foram e o passado é uma fotografia gasosa, que merece apenas ser guardada em uma caixa empoeirada de uma gaveta qualquer, e quando o Agora é tão perfeito quanto o mais belo entardecer, é sinal que todos os teus sonhos ainda florecem e tudo está prestes a acontecer. Levo comigo apenas os verdadeiros amores que vivi, e deles, as melhores e mais doces lembranças. Pessoas especiais tem um lugar perpétuo em meu coração, as outras, não. E estas pessoas, as especiais. claro, elas sabem quem são. 

[rabiscos bagunçados, molhados de lágrimas de emoção]

tudo isso foi pra dizer que Alvore-céu rsrs.

Era isso!

Pra deixar registrado:

Eu e Lucas tocando uma Música-viagem que nasceu de uma brincadeira com o roland de minha mãe. Tudo no improviso, bateria na porta do quarto, vários fios esticados, só pra registrar a idéia. Um
 dia a gente termina de compor este som, ou não, não importa. O que importa é o que existe, e que estamos eternizados tocando juntos, nada mais além disso!

Era isso!

repetidos


Sei que a foto é repetida
mas é que cada vez que olho
vejo nela alguma coisa diferente

sei que as palavras são repetidas
mas cada vez que as digo
elas tem um novo sentido

e por falar em sentido
tenho sentido tanto
e ando tão sentido

[que já não faz sentido sentir]
mas nada que vejo
nada que digo
nada que sinto

é igual, mesmo sendo repetido
[rascunhos & rabiscos que vem lá do fundo d´alma, no repente]
(Lourus Cláudius, em algum lugar do futuro, 2020/01/10)
Boa noite pros amigos.