quinta-feira, 30 de setembro de 2021

alma nua

 


ruas, becos, madrugadas,
esquinas geladas,
ruas molhadas,
desertas,sombrias,
incertas vazias,
paredes escuras,
metade de sonho,
é minh´alma nua
procurando a tua...

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Agora



 seja lá o que for, faça Agora!
o amanhã é incerto demais para que se faça planos,
e posto que de passados não "participio",
o ontem é vão
(Cláudio Louro - Interconexões)

Capitalismo


Capitalismo

ah o progresso...
suas linhas são tão retas,
simetria, perfeição,
o desenho do engenheiro,
construído por um peão,
que tem a coluna torta,
de carregar tanto peso,
a troco de uma miséria,
que mal lhe provê o pão... 

 

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

45 anos...


 

[COLT] (reproduzindo textos meus, publicados por ai)

A cara de moleque, dizem, continua a mesma...
As músicas, ainda são aquelas dos bons tempos,
Os arranhões estão sarados, resolvidos, não doem mais!
A sensação de velocidade é quase palpável,
O mundo gira depressa,
“Vert, 45 degree”, 2 fast 4 me...
Frio demais pro meu gosto, duro demais pro meu rosto,
E eu abandono o posto, que nunca me foi imposto,
Eu desisto do desgosto, definitivamente!
E não pergunto mais nada pra vida,
Porque sei, não existem respostas...
O que há de constante é a aposta,
E eu aposto apenas no que gosto,
Eu apenas vivo,
Moleque, serelepe, sapeca,
Levado da breca,
“Day by day”,
Todo dia um tapa, um chopp, um incenso,
E que daqui pra frente,
Que cada dia seja mais...
[intenso]
E assim completo meus 5 anos...
Cheio de sonhos, de planos,
Liberto de muitos enganos,
Alguns amigos por perto,
Outros chegando, bem vindos!
O coração, os olhos e ouvidos estão bem abertos,
Pra aprender a beber mais o bom de tudo,
Pra conseguir escutar o mundo,
Como quem tem uma missão a cumprir,
E quer descobrir,
Mais...
...
Toda noite eu sei que amanha,
Tem manha, flor, pássaro e sol,
[ou chuva, não importa, o que vier é bem vindo]
E minha cadela, fiel,
Me acordando, sorrindo pra mim...
Ela sempre sorri, invariavelmente, todos os dias,
Protege a casa sem covardia,
Sem medos,
Sem segredos,
ela late, ela faz alarde,
E a gente sempre sabe,
O que ela pensa...
Ela sempre abana o rabo, sempre quer brincadeira,
Ela, sempre faceira,
Ela jamais se deprime,
Ela já não tem mais crises, venceu a epilepsia,
Superou a doença “incurável” dos “humanos”,
É uma lição de vida a cada manha...
E eu aprendo com ela todo dia,
Muito mais do que eu aprenderia,
Em qualquer das faculdades pelas quais passei...
...
Então quer dizer que o “serumano” é o ser “inteligente” do planeta?
Então hoje eu quero “emburrecer”!
Nada de livros, teorias,
Nada de diplomas, nada de “falsas sabedorias”,
Golfadas de “cultura”,
Nada de “postura” pra inglês ver...
Hoje, tudo isso fica debaixo do tapete,
E o tapete fica debaixo do meu pé,
Soterrei tudo que segrega e segmenta,
Tudo que rotula e separa os seres humanos por “classes”,
Hoje é uma planície...
O horizonte ta igual pra todo mundo, acessível, visível...
Hoje é dia de anarquia, de nivelamento,
Dia de acabar o tormento,
E de se viver em paz...
E eu quero me despir de tudo isto,
Até mesmo das minhas roupas,
Pra olhar pra tudo com a simplicidade de um matuto...
...
O matuto... Este ser que é o dono do mato,
Que vive de pés descalços,
Em contato direto com a terra,
Sob o sol, sem camisa,
Sem choramingar,
Ele trabalha e canta,
Enquanto cultiva a terra...
Ele vive do cio da terra,
Cuida dos bichos, bebe da água de nascente,
Água pura, corrente,
A mesma que rega a sua horta,
Da qual ele tira alimento e sustento...
Come o que planta, vende a sobra na “venda”,
Ou troca por sal, pinga e “mirrola”...
É tudo que ele precisa,
Do mundo além do seu mundo...
Enxada e foice são as suas armas,
Armas que não ferem,
Armas fertilizantes,
O resultado de sua guerra é o nascer de uma flor...
E a sua luta é pura dignidade...
E mesmo frente às dificuldades,
Ele jamais se deprime,
Afinal, ele não é urbano,
Muito menos insano,
Não conhece o caos, as paranóias, a loucura,
Não tem tempo pra frescuras,
E ainda guarda no peito a candura de moço,
E carrega um sorriso que vai do nariz até o pescoço,
O resto, pro fundo do poço,
Ele se satisfaz com muito pouco,
Um café no copo de geléia de mocotó,
Um cheiro da nega, um carinho da cria,
Noite sem luz,
A lua é seu lume, ele dança com lobos,
Vagalumes e estrelas no céu,
Nada de eletricidade...
A rede e a viola, o embalo e o som,
Surgem novas canções,
Todos os dias,
Uma canção pra cada dia,
Canções que todo dia ele faz e que sempre se esquece,
Quando amanhece...
...
Tudo que eu sei agora,
É que não há o que temer,
A não ser o medo,
Há que se temer o medo,
Eu continuo tendo muito,
Muito medo
De ter
Medo.

 Tudo que eu sei agora,

É que não há o que temer,
A não ser o medo,
Há que se temer o medo,
Eu continuo tendo muito,
Muito medo
De ter
Medo.

se conselho fosse bom...

 CONSELHO

se conselho fosse bom...
Eu daria este...
mesmo que sempre exista
o medo de dar cabeçada,
de não dar certo,
ou de não acontecer,
do jeito que você deseja,
se jogue quando amar,
e ame se jogar...
não tenha medo,
dos precipícios escuros,
penhascos que beiram o mar,
pois jamais será vão o mergulho,
no máximo, mar revolto,
e mesmo na onda errada,
surfe-a, do topo ao tubo,
e no final, pés na areia,
você vai sobreviver!
não deixa de ser uma vitória arriscar...
sinta este gosto,
Na boca,
No peito,
Nas veias,
No corpo,
Na alma!
É BOM PRA CACETAAAAAAAA!
(Papagaio na veia)

SIMPLES ASSIM...




Do mar, as melhores ondas,

e nada de pé de pato,
o bom jacaré se pega de peito,
é o único jeito, é fato...
Das montanhas, os mais altos cumes,
e subo de pés descalços,
porque odeio quaisquer sapatos,
que me aprisionem os pés...
Tenho pouquissimos medos,
e bato de frente com todos,
não guardo nenhum segredo,
falo tudo na lata,
mesmo que mal elaborado,
mesmo que entendam errado,
a alma sempre transborda,
aberta, liberta que é...
Eu falo comigo mesmo,
se me ouvem, é culpa do som,
que a minha boca ousada emite,
sem me fazer consulta prévia...
Eu não levo, eu não trago,
ah... me dá mais um trago,
eu bebo o que é de beber...
e me embriago, eu divago,
porque o "ser" é algo tão vago...
Nao costumo ser inseguro,
mas se sou, de que importa?
odeio briga, discussão,
nao suporto intriga,
mas adoro contra-mão...
então não me venha você,
com esse papo de certinho,
eu lá tenho cara de régua?
ah... me dá uma trégua,
e me deixa ser assim,
assim "mei" tortinho...
Nao sou de sentir ciumes,
não sei possuir, quero ter,
e também quero ser,
ser apenas querido,
admirado e amado,
do jeito que sou...
bicho livre,,
meu quintal é o mundo,
sou de Deus, só dele,
não de mais ninguém,
não temo a morte,
não acredito em sorte,
muito menos em azar...
Penso, pego e faço,
ou não faço...
nao sou forte,
nao sou fraco,
sou capaz,
as vezes incapaz,
nada demais,
e daí?
sou só isso,
tudo isso?
nem tanto...
não sei...
Sou simples demais,
pra ser pouco querido,
complicado demais,
pra ser muito entendido,
então, presta atenção, baby...
apenas me deixe ser assim,
desse jeito, “tosco” que sou.
e em vez de tentar me entender,
apenas me queira,
me goste, me abrace,
me acolha em teus braços,
me aconchegue em teu peito,
me beije, me chame,
me ame, aceite,
simples assim,
eu.

quem é você?

 


Todos os dias, você em meus sonhos,

Que me embalam, me adormecem,
Ou na insônia que me acomete,
nas madrugadas escuras,
saudade pura,
de você.
E entre esperanças,
segredos e medos,
Te trago no peito,
noite após noite,
Te desejo,
Te sonho,
Te quero...
E é tão difícil esconder,
O tão imenso que exalo,
O brilho intenso dos olhos,
O doce que fica na boca,
Te quero,
Te adoro,
Te espero.
Te guardei em algum lugar,
que nem eu mesmo conheço,
e acho que já nem sabia,
que você ainda existia,
neste abrigo escondido da alma...
Alma, lugar para poucos,
Loucos,
Nós...
Eu te daria o mundo,
Se meu ele fosse,
Doce,
Lentamente,
Em suaves gotas,
Pra sempre...
Será que você entende?
Eu só conheço este lado,
Os outros, se existem,
são breu...
Mas nesmo que esteja escuro,
E mesmo sendo este tamanho,
tão maior que eu,
Tudo que eu sinto,
Pode até parecer pequeno,
Mas é infinito,
E seu...
mas afinal de contas, quém é você?

domingo, 26 de setembro de 2021

Primavera

vem primavera

e trás contigo o odor de todas as flores
lubrifica de orvalho
as manhãs enferrujadas de inverno
e fecunda de amor
os corações áridos e cheios de dor
e por falar em dor, apesar de eu não estar nada inspirado para escrever, dou aos amigos notícias quase boas, minhas dores quase passaram...
e por falar em passar, passar menos tempo em redes sociais é algo recomendado, e menos tempo ainda no passado, pois o Agora está no Presente e bem do seu lado, prontinho pra ser devorado, ou melhor, saboreado.
e por falar em sabor, eu, que sou lá de Marte
só quero saber de sabor&arte
aproveitar o tempo da flor e sorver todo seu néctar.
Tu já parou pra pensar que o Agora é um Presente?...
"cariocas não gostam de dias nublados"

...[rascunhos & rabiscos] - de 2019 - A chicungunha tava quase indo embora

Tamanho

 "tamanho" é uma palavra que inventaram pra que você se sinta "pequeno". 

[rabiscos de 2015]