domingo, 26 de janeiro de 2020

de olhar o mar



e fez-se, na minha alma,
um silêncio tão profundo,
que eu quase podia ouvir,
o arfar de suas asas,
que a brisa trazia em vento,
o mar ressonava em ondas,
o céu espelhava em nuvens,
como se fossem versos,
de uma canção bonita,
em língua muito antiga,
uma língua de canto,
que parecia esperanto
e não contive meu pranto,
de emoção e agradecimento,
pro céu, pro mar e pro vento,
ah Mãe Natureza,
quanta exuberância e beleza,
no simples voo de um pássaro...
na fração deste segundo,
eu pude abraçar o mundo,
ouvindo esta melodia,
ecoar nos meus ouvidos,
bem baixinho, sem alarde,
um hino de liberdade...

[rascunhos & rabiscos]

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