e nada de pé de pato,
o bom jacaré se pega de peito,
é o único jeito, é fato...
Das montanhas, os mais altos cumes,
e subo de pés descalços,
porque odeio quaisquer sapatos,
que me aprisionem os pés...
Tenho pouquissimos medos,
e bato de frente com todos,
não guardo nenhum segredo,
falo tudo na lata,
mesmo que mal elaborado,
mesmo que entendam errado,
a alma sempre transborda,
aberta, liberta que é...
Eu falo comigo mesmo,
se me ouvem, é culpa do som,
que a minha boca ousada emite,
sem me fazer consulta prévia...
Eu não levo, eu não trago,
ah... me dá mais um trago,
eu bebo o que é de beber...
e me embriago, eu divago,
porque o "ser" é algo tão vago...
Nao costumo ser inseguro,
mas se sou, de que importa?
odeio briga, discussão,
nao suporto intriga,
mas adoro contra-mão...
então não me venha você,
com esse papo de certinho,
eu lá tenho cara de régua?
ah... me dá uma trégua,
e me deixa ser assim,
assim "mei" tortinho...
Nao sou de sentir ciumes,
não sei possuir, quero ter,
e também quero ser,
ser apenas querido,
admirado e amado,
do jeito que sou...
bicho livre,,
meu quintal é o mundo,
sou de Deus, só dele,
não de mais ninguém,
não temo a morte,
não acredito em sorte,
muito menos em azar...
Penso, pego e faço,
ou não faço...
nao sou forte,
nao sou fraco,
sou capaz,
as vezes incapaz,
nada demais,
e daí?
sou só isso,
tudo isso?
nem tanto...
não sei...
Sou simples demais,
pra ser pouco querido,
complicado demais,
pra ser muito entendido,
então, presta atenção, baby...
apenas me deixe ser assim,
desse jeito, “tosco” que sou.
e em vez de tentar me entender,
apenas me queira,
me goste, me abrace,
me acolha em teus braços,
me aconchegue em teu peito,
me beije, me chame,
me ame, aceite,
simples assim,
eu.

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